
Março ainda continua,masdá seus ares de outono onde hoje encontro-me em duas boas companhiasque trazem junto a si o acalantopara uma tarde fria e chuvisquenta.Ao som de Joham Pachebell Canon in "D', Cecilia esta Meireles, faz com que eu deixeaqui neste cantinho um pequeno pedacinho sobre a chuvinha que cai, quietinha e indolente.
A chuva chove...
A chuva chove mansamente...
como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente...
Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
A alma, evocando coisas líricas de outono..."
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